Seis ex-vereadores e 2 ex-secretários são condenados a até 12 anos


Foto/Maranhão
Oito políticos de Carapicuíba, entre eles, seis ex-vereadores e dois antigos secretários municipais da gestão do antigo prefeito Sergio Ribeiro (PT), foram condenados pelo crime de fraude em processo seletivo para contratação de funcionários para a prefeitura em troca de votos, conforme consta nas investigações do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil.

Na lista figuram o ex-deputado estadual Isac Reis (PT), além de Carlos Japonês (PPS), Elias Cassundé (PPS), Paulo Xavier (PSDB), Jefferson Macedo (PSDB), Nenê Crepaldi (PPS), Professor Everaldo e Elaine Cristina Pereira. Suas penas foram divulgadas na tarde dessa segunda-feira, 14

O esquema montado pelos parlamentares na Câmara com a participação de membros do antigo governo de Carapicuíba foi descoberto durante a Operação Pasta Vazia, do Ministério Público, em agosto do ano passado. Nele, os parlamentares, em troca de votos, favoreciam pessoas em processos seletivos de agentes comunitários de saúde e bolsistas da Frente de Trabalho.

A pena mais dura ficou por conta da ex-secretária municipal de Administração, Elaine Cristina Pereira. Dos crimes apontados, ela foi condenada à pena de 12 anos e três meses de reclusão em regime inicial fechado e pagamento de 108 dias de multa fixada em 1/6 do salário mínimo.

Já o também ex-secretário municipal professor Everaldo, que chegou a entrar na disputa eleitoral do ano passado para prefeito de Carapicuíba, teve pena máxima de oito anos e dois meses em regime fechado, com pagamento de 72 dias de multa fixada em 1/6 do salário mínimo.

Os ex-vereadores Carlos Japonês, Elias Cassundé, Jefferson Macedo e Paulo Xavier tiveram penas calculadas em 4 anos e um mês em regime fechado, além de 12 dias de multa, fixada em 1/6 do salário mínimo. Entre as sentenças, o também ex-vereador Nenê Crepaldi recebeu nove anos e quatro meses em regime fechado, sendo pagamento de 83 dias de multa fixada em 1/6 do saláriomínimo.

Por fim, o ex-deputado Isac Reis, teve pena decretada de dois anos e quatro meses em regime inicial aberto e 22 dias de multa fixada em 1/6 do salário mínimo.

O caso ainda cabe recursos. Até então, todos os envolvidos estavam cumprindo prisões domiciliares, exceto Jefferson Macedo, que estava sendo mantido em regime fechado por suposta coação de testemunhas do caso.
As informações são do webdiario