Latrocínios, roubos e estupros crescem em SP no 1º semestre de 2017


Os casos passaram de 163 para 204 no Estado, comparando com o primeiro semestre do ano passado


Dados divulgados pelo governo de São Paulo, na tarde dessa terça-feira (25), apontam um crescimento de 25,15% dos latrocínios (roubo seguido de morte) no primeiro semestre de 2017. Os casos passaram de 163 para 204 no Estado, comparando com o primeiro semestre do ano passado.

No caso da capital paulista, os latrocínios tiveram uma alta ainda maior. Foram de 51 casos, nos primeiros seis meses de 2016, para 74, no mesmo período deste ano, o que corresponde a um aumento de 45%.

Por outro lado, o número de vítimas de homicídio ficou estável no Estado, com uma queda de 0,5%. As mortes foram de 1.784 para 1.776. Na capital paulista, a queda chegou a 14%, caindo de 451 para 390 na comparação do primeiro semestre de 2016 e de 2017.

Outros índices que tiveram alta nos seis primeiros meses deste anos são roubos de carga, roubos gerais e estupros. O aumento mais significativo foi o de roubos de cargas, que saltou de 4.398 para 5.417 no Estado, alcançando um crescimento de 23%. Já na cidade de São Paulo, o aumento foi de 16%, indo de 2.613 em 2016 para 3.028 neste ano.

Contando mês a mês, os roubos de carga tiveram em junho a 13ª alta seguida. No mês passado, o secretário de Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, relativizou essa alta apontam se tratar, em maior parte, de cargas de baixo valor.

Ele também afirmou, na ocasião, que o combate a esse tipo de crime é mais complicado porque boa parte das entregas ocorre no período noturno -em razão das restrições municipais de circulação desses veículos.

Apesar de também terem aumentado, os roubos em geral tiveram uma alta menor na comparação com os roubos de carga. No Estado, o salto foi de 160.734 para 161.819 (alta de 1%), enquanto na capital paulista os registros foram de 78.153 para 80.724 (alta de 3,3%).

O estupro é outro crime que teve uma alta expressiva no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2016. No Estado, o crescimento foi de 12%, saltando de 4.736 para 5.280. Já na capital, a alta foi de 13%, indo de 1.055 para 1.187.