Justiça manda Furlan pagar rescisões a 1300 servidores do hospital


Após quase 4 meses de batalhas judiciais, acabou a “novela” envolvendo a escolha, pela Prefeitura de Barueri, da OS (Organização Social) para administrar o Hospital Municipal.

Os serviços foram assumidos, na última quinta-feira, pela SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), empresa que venceu licitação, aberta pela administração municipal, no início da atual gestão.

A SPDM ainda não havia sido autorizada a iniciar os trabalhos, no local, porque a OS anterior, Instituto Hygia, cujo contrato venceu em abril, havia deixado uma dívida trabalhista, por falta de recolhimento de INSS e FGTS.

A Prefeitura de Barueri orientou os servidores a pedirem demissão e serem recontratados pela SPDM. Mas os 1,3 mil servidores não aceitaram essa determinação, por medo de não receberam os direitos.

O caso foi parar na Justiça do Trabalho. E, esta semana, saiu a sentença. A prefeitura terá de arcar com as rescisões trabalhistas. 

A administração municipal assumiu o pagamento, mas já avisou que vai cobrar, judicialmente, o Hygia, já que, segundo a prefeitura, os repasses de recursos foram feitos normalmente. 

Ainda de acordo com a prefeitura, a maioria dos trabalhadores foi aprovada em processo seletivo da nova organização, mas para serem admitidos, havia a necessidade do desligamento legal do antigo instituto. Durante o processo de transição, os serviços do hospital também foram assumidos pela prefeitura.
Diario de Osasco