Empresas são fechadas por vender óleo de soja como azeite de oliva


Duas das cinco fábricas autuadas pela Secretaria da Saúde, após denúncias à Vigilância Sanitária, ficam em Santana de Parnaíba


A Secretaria Estadual de Saúde interditou, nesta terça-feira, dia 25, cinco empresas por venda de óleo de soja ou óleo misto como se fossem azeite de oliva virgem ou extra virgem.  Duas delas ficam em Santana de Parnaíba – Paladar e La Famiglia.

De acordo com a pasta, amostras dos produtos foram analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz, que comprovou que os azeites eram óleo de soja. As empresas foram alvo de denúncias feitas à Vigilância Sanitária. Também foram interditadas as fábricas Olivenza indústria de alimentos, de Mongaguá, Natural Óleos Vegetais e Alimentos, de Cajamar, e Olima, de Itaquaquecetuba.

Mas elas se adequaram às normas de fabricação de alimentos e podem voltar a produzir. Elas se comprometeram a usar “óleo composto” nos rótulos e não mais “azeite”. Também foi interditada uma fábrica em Guarulhos. Outros nove estabelecimentos produtores de azeite no estado de São Paulo ainda serão vistoriados pela vigilância.

Em nota enviada à imprensa, o advogado da Paladar Alimentos, Marcos Rizzi, negou que a empresa distribua óleo de soja como sendo azeite. Segundo ele, a interdição aconteceu por “falhas mínimas” de mistura de óleo com azeite, o que é permitido pela legislação. Não houve contato com a empresa La Famiglia. (com informações do Portal UOL)