Lapas e aliados tentam evitar "traições" em votação da Câmara


A menos de uma semana da sessão de votação das contas da prefeitura do exercício de 2013, que acontece no próximo dia 29, o ex-prefeito Jorge Lapas (PDT) e seus aliados correm contra o tempo para evitar que os vereadores aprovem o parecer do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), que rejeitou as contas do pedetista pela falta de aplicação de 25% dos recursos na educação.

Para isso, Lapas precisará do voto de 14 dos 21 vereadores. Secretária da Educação no período, a vereadora Régia (PDT) diz contar com, pelo menos, 12 votos dos parlamentares eleitos na coligação de Lapas, que concorreu à reeleição, mas foi derrotado por Rogério LIns. Para ela, votos favoráveis à rejeição vindo desses vereadores serão considerados como “traição”. 

Dentre os vereadores atuais, vários ganharam espaço ao longo do governo Lapas. Além de Régia, Tinha di Ferreira (PTB) foi secretário de Esportes, enquanto Pelé da Cândida (PSC) foi adjunto da secretaria da Indústria e Comércio e Abastecimento, e Lúcia da Saúde (PSDC), diretora da Policlínica da zona Norte.

Além de presidente da Câmara, Antonio Toniolo (PCdoB) foi líder do governo. O comunista foi sucedido na presidência por Jair Assaf (PROS), após o prefeito trabalhar pessoalmente na eleição do decano. Alex da Academia (PDT), Batista Comunidade (PTdoB), Cláudio da Locadora (PV), Josias da Juco (PSD), Mário Luiz Guide e Ricardo Silva (PRB) também compuseram a coligação de Lapas em 2016. “[Votos contrários às contas] certamente serão considerados como traição, porque estiveram juntos. Acompanharam de perto e, se não concordavam com a coisa, tinham que ter falado lá atrás. Diria que é cuspir no prato que comeu.

A política é uma grande roda gigante. Hora está em cima, hora está embaixo. Assim que funcionam as coisas. Seria bom que os vereadores tivessem essa consciência”, afirmou Régia.  Para evitar a rejeição, Lapas tem conversado por telefone com os parlamentares. A intenção é conseguir, pelo menos, os dois votos que restam, pelas contas de seus aliados, para derrubar o parecer do TCE.

“Estou otimista. O prefeito Lapas tem conversado com os vereadores e a gente não pode esquecer que 12 vereadores foram eleitos em sua base. Acredito que esses vereadores têm compromisso com o Lapas e um dever moral de acompanhá-lo, pois estavam na gestão e viram o que foi feito e como foi feito. Creio que os 12 votos ele já tem, falta angariar mais dois para completar. Estou otimista”, completou Régia. 
Diario de Osasco