Barueri cai 5 posições no ranking nacional de cidades inteligentes


O ranking de cidades inteligentes e conectadas de 2017 confirma a percepção generalizada de que Barueri já não é mesma de anos atrás. Em apenas um ano, perdeu cinco posições na lista dos 100 principais municípios do país, despencando da oitava para o 13ª posição. Foi a pior queda entre as 15 melhores cidades brasileiras.
Em 2016, Barueri era a melhor cidade não capital do ranking nacional. Agora, ela foi ultrapassada pelos três municípios paulistas que frequentam os principais lugares da relação: Campinas, São Caetano do Sul e Santos.
O ranking Connected Smart Cities (cidades inteligentes e conectadas) é elaborado anualmente pela consultoria Urban System em todo o mundo. No Brasil, ele avalia a integração entre mobilidade, urbanismo, meio ambiente, energia, tecnologia e inovação, economia, educação, saúde, segurança, empreendedorismo e governança em mais de 500 cidades, usando 70 indicadores.
Segundo a consultoria, uma cidade é inteligente e conectada quando consegue pensar o planejamento urbano e o desenvolvimento econômico de uma maneira integrada.
Ajudou a manter Barueri entre as 15 melhores, o fato de ela ter sido a campeã em dois dos onze critérios que compõem o ranking. Quando esses dois critérios são analisados, porém, percebe-se porque a cidade caiu tanto e o cenário sinaliza para uma situação ainda pior nos próximos anos.
Barueri foi a campeã no quesito Economia. Em 2016, quando a pesquisa foi feita, era dela o maior PIB per capita de todas as analisadas, com R$ 177,8 mil por habitante. Isso sempre se deveu ao fato de o município ser polo de empregos nos setores de serviços, negócios, logística e indústria. Sabe-se, porém, que a cidade está perdendo empresas nesses segmentos e também que a mudança na lei sobre local de taxação de Imposto Sobre Serviços (ISS) vai tirar cerca de R$ 200 milhões da economia barueriense por ano.
Outro ponto em que Barueri se destacou agora foi o de Governança. A cidade tem indicadores acima da média neste quesito, como a nota 0,8795 no Índice Firjan de Desenvolvimento; e a nota 8,89 na escala Brasil Transparente. Colaboram para o bom desempenho ainda a existência de conselhos municipais em cinco áreas; maior gasto com saúde entre as cidades analisadas (R$ 2.147 por habitante); e a segunda maior despesa com educação (R$ 2,484 reais por habitante).
Esse ponto também indica a possibilidade de novas quedas no ranking, já que, apesar do alto investimento em saúde, a qualidade do serviço é amplamente reprovada pela população. No ano passado, em razão da eleição, foram realizadas várias pesquisas de avaliação do serviço público pela população e em todas a saúde foi apontada como o maior problema.
Essa percepção levou o então candidato a prefeito Rubens Furlan a eleger o tema como o principal de sua campanha. Entre outras coisas, Furlan prometeu consertar a saúde da cidade em 60 dias, “dar saúde de rico para pobre”, acabar com a falta de medicamentos da farmácia municipal e de filas para exames e consultas e resolver os problemas do Hospital Municipal de Barueri (HMB). Passada metade do ano, a situação piorou na opinião de boa parte população e nenhuma da metas foi atingida.
Além de Barueri, apenas outra cidade da região está no ranking das 100 melhores, Osasco, que entre 2016 ne 2017 caiu da 43ª para a 56ª colocação.
Fonte: Barueri na rede