Taxistas reclamam e audiência debaterá Uber em Osasco


O prefeito de Osasco, Rogério Lins (PTN) enviou à Câmara no início da semana projeto de lei para regularização do Uber na cidade e os taxistas reagiram. Segundo o Sindicato dos Taxistas Autônomos do Município de Barueri e Região (Sintaxbre), a prefeitura pouco dialogou com a categoria e pediu a realização de uma audiência pública na Câmara Municipal antes que o projeto seja votado no plenário. Líder do governo na Casa, Ribamar Silva (PRP), não descartou a audiência e afirmou que a intenção é encontrar uma boa saída para as duas categorias viverem em harmonia.


Com a pauta da Câmara limpa após a discussão dos vetos do ex-prefeito Jorge Lapas (PDT), os vereadores podem se debruçar nos projetos em tramitação na Casa. E o primeiro que pode entrar na pauta de votação é justamente a regulamentação do Uber. A proposta tramita no legislativo em caráter de urgência. Ribamar prevê dificuldades para discussão da proposta, mas aposta em seu poder de articulação.

“O prefeito pediu urgência, mas vamos articular na Câmara, conversar com os vereadores para vermos o que pode ser feito, até porque alguns vereadores têm se reunido com os taxistas. Esse caso do Uber vai ser um pouco complicado, porque o prefeito teve uma conversa com os taxistas e os vereadores também estão conversando com os taxistas. A conversa lá embaixo [na prefeitura] é uma e com os vereadores é outra. Vamos ter que fazer uma composição”, adiantou Ribamar.

Presidente do Sintaxbre, Luiz Cezar Cardoso afirmou ao Diário da Região que faltou “diálogo” por parte da prefeitura com a categoria. Líder do governo, Ribamar diz estar disposto a dialogar a exaustão com todos os envolvidos no projeto e não descarta a realização de uma audiência pública na Câmara para debater o tema.

“Pode ter certeza que nós vamos dialogar. A Câmara vai dialogar com os dois setores para chegar a um ponto em que o Uber e os taxistas sejam contemplados. Os taxistas não podem ser o patinho feio da história pela importância histórica que eles têm. A Câmara é uma casa de debates e conversas. Com certeza vamos dialogar e se tiver a necessidade de uma audiência pública, com certeza a Câmara vai abrir esse espaço”, finalizou.
Fonte:Diario de Osasco