Néo Marques busca Projeto Vitória em Barueri de olho em 2016


A eleição de 2016 para prefeito em Barueri promete ser uma das mais disputadas da história da cidade. Contudo, os candidatos considerados “nanicos” já se articulam para o confronto nas urnas no ano que vem. Quarto colocado nas eleições municipais de 2012, Néo Marques (PMN) ainda nutre esperanças de contar com o chamado “Projeto Vitória”, coligação criada por cinco partidos pequenos para melhorar o desempenho eleitoral no estado de São Paulo no pleito do ano passado. O Projeto Vitória era formado pelo PSL, PT do B, PTC, PTN, além do PMN. 

Caso a coalizão volte a ser discutida e a valer no estado, Marques aposta em melhor desempenho na disputa pela prefeitura de Barueri. No entanto, como ele mesmo adianta, as outras quatro siglas estão em fortes negociações com os dois nomes mais fortes para o embate, o primeiro é o atual prefeito Gil Arantes (DEM), que buscará reeleição, e o outro é do ex-prefeito Rubens Furlan (PSDB).

“Esperamos que o Projeto Vitória se equipe em todo estado de São Paulo como foi negociado no ano passado com os cinco partidos pequenos. A proposta era de eleger um deputado federal e dois estaduais, e isso se cumpriu. Nesse acordo prévio, todas cidades repetiram o acerto dos cinco partidos”, recorda Marques. Na Região Oeste da Grande São Paulo, o Projeto Vitória garantiu que o ex-vereador de Itapevi Igor Soares (PTN) levasse a melhor na eleição passada e se elegesse deputado estadual. 
Questionado se acredita que a coligação dos cinco partidos pequenos poderá ser mantida na cidade para a eleição municipal de 2016, Marques diz ser realista. “Se for para cumprir o acordo fechado lá atrás, tenho esperanças. Se não for e liberarem aqui, não tem jeito. Mas com certeza o PMN lança candidatura própria a prefeito em 2016”, avisa. 

Candidato pela primeira vez em 2012, Marques obteve 1.822 votos, na ocasião. Esses números representaram 1,09% dos votos válidos. Já na eleição de 2014, o desempenho ficou aquém do esperado, conquistando 1.354 votos. 

Indagado sobre a experiência da primeira eleição, ele confidencia que o aprendizado nas ruas foi um dos pontos positivos. “Claro que [a população] está acostumada com campanhas milionárias, coisa que não tive. Não tive dinheiro, não tive apoio financeiro de grupos empresariais, mas estamos conversando com o povo direto. Como a eleição é em dois turnos, tenho esperança de ir contra o grupo do Furlan ou do Gil. Vamos ver se conseguimos quebrar essa corrente”, avalia esperançoso. 

Por fim, ele recorda dos debates televisivos promovidos entre os candidatos a prefeito em 2012. “Como professor da rede municipal, conheço de perto os problemas da cidade. No debate de 2012, era o único que conhecia as dificuldades de perto”, encerra. 
Em 2012, Gil foi vencedor no primeiro turno e levou a melhor com 91.329 votos, o que equivaleu a 54,74% dos válidos. 

Além de Gil e Furlan, discute-se também o nome do ex-vice-prefeito Carlos Zicardi (PMDB) na próxima corrida eleitoral. Por anos, Zicardi foi aliado de Furlan e escolhido pelo próprio para concorrer em 2012. Porém, com o passar do tempo, a relação dos dois esfriou, e a possibilidade de disputarem o mesmo cargo no ano que vem é grande.