Governo paulista prevê início de rodízio de água em abril


O governo de São Paulo, diante de sua maior crise hídrica da história, prevê o início de um rodízio de água até a primeira quinzena de abril. As informações são da Folha de S.Paulo.
Discutido entre integrantes do governo e dirigentes da Sabesp, o prazo coincide com o fim do período de chuvas na Grande São Paulo e com a previsão de término da segunda cota do volume morto do sistema Cantareira.

Atualmente, o sistema é responsável por abastecer mais de 6 milhões de pessoas da região. Só na capital, o Cantareira atende toda a zona norte e parte das regiões leste, oeste, centro e sul.



Segundo a Folha, o formato do rodízio ainda não foi definido. Entre as análises, está a possibilidade de existir o cenário de 5 por 2 (cinco dias sem água para dois com abastecimento). Este formato já foi citado pelo diretor Metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, e é o mais drástico possível.

Agora, São Paulo só escapa do rodízio se nos próximos dias chover mais que o esperado, o que é avaliado como improvável pelos meteorologistas.

Ainda de acordo com a Folha, a equipe técnica da Sabesp estuda, entre outras alternativas, aplicar o rodízio de água apenas sobre a área atendida pelo Cantareira, já que outros cinco mananciais (Alto Cotia, Alto Tietê, Guarapiranga, Rio Claro e Rio Grande) abastecem a Grande São Paulo.

O último rodízio feito na capital paulista ocorreu em 2000, devido ao baixo nível armazenado da represa Guarapiranga. Porém, somente a zona sul e parte da zona oeste foram afetadas com a ação. Na época, o racionamento acontecia por um período de 24 horas, a cada três dias.