Cartão Barueri é instrumento para combater politicagem, avalia Jaques Munhoz


Considerado uma das novidades da atual gestão de Barueri, o chamado “Cartão Barueri” foi um dos principais temas da entrevista coletiva concedida pelo vice-prefeito e secretário de Educação do município Dr. Jaques Munhoz na manhã de quinta-feira, 7 de novembro. Na conversa com a imprensa, ele comentou que a novidade é parte do processo de informatização da cidade, no entanto, frisou a necessidade de oferecê-lo somente aos moradores de Barueri. 

Para Jaques, a medida serve como controle para evitar manobras políticas, em especial, àquelas que visam usar a máquina para eleger candidatos. Ele também aproveitou a ocasião para alfinetar a gestão passada de Rubens Furlan. “O município não pode dar apartamento em projeto habitacional ou dar remédios para quem não mora em Barueri, como a administração anterior fez”, afirmou.

Ele acrescentou que, embora a adoção do Cartão Barueri possa não agradar aos moradores de outras cidades, foi a ação correta para reverter os serviços de forma mais justa para quem vive e paga impostos em Barueri. “A gestão levou para o lado sério, é um momento rigoroso para a administração”, acrescenta. 

Para cadastro em alguns serviços públicos, a administração pede a apresentação do cartão, contudo, Jaques esclarece que ele não é necessariamente obrigatório, mas opcional. Porém, para efetuação dos cadastros, é necessário que a pessoa comprove que realmente viva na cidade. “[Em pronto-socorros], não podemos negar atendimento, mas não podemos fornecer remédios para quem não é morador de Barueri, isso até constitui em crime”, alerta. 

Sobre a hipótese de que o cartão segregaria cidadãos de outra cidades, Jaques discordou do termo, mas que a ação faz parte de um processo de adaptação. Para ele não é possível que Barueri seja responsável pela demanda de outros municípios. “Essa cultura tem que acabar, é preciso oferecer serviço de qualidade ao munícipe que paga imposto na cidade, não fazer política com o dinheiro do município”, acrescenta Jaques aproveitando a deixa. 

A respeito das enormes filas para cadastro do cartão, o vice-prefeito responsabiliza alguns boatos que teriam sido espalhados pela cidade alertando sobre curto tempo limite do cadastro. Porém, Jaques admitiu que há reclamação no começo, mas rechaçou a atitude. “O que houve é que em 10 dias correram boatos maldosos”, disse. 

Para Jaques, a medida serve como controle para evitar manobras políticas, em especial, àquelas que visam usar a máquina para eleger candidatos. Ele também aproveitou a ocasião para alfinetar a gestão passada de Rubens Furlan. “O município não pode dar apartamento em projeto habitacional ou dar remédios para quem não mora em Barueri, como a administração anterior fez”, afirmou.