PMDB de Barueri acusa Rubens Furlan de improbidade administrativa


Na Câmara de Barueri, a bancada do PMDB não se mobilizou para tentar evitar que o ex-prefeito Rubens Furlan (PMDB) tivesse suas contas relativas a 2011 rejeitadas. O partido conta com Jânio, Tarzan, Toninho Furlan e Zé Baiano, como representantes no legislativo municipal. Contudo, na sessão de terça-feira, 6 de agosto, dos quatro vereadores peemedebistas, três foram contrários ao antigo administrador, exceto Toninho Furlan, que é irmão de Rubens e foi impedido de votar devido ao regimento interno da Câmara. “Sinto vergonha pelo que aconteceu”, afirma Tarzan sobre alguns membros de sua legenda.

Embora o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE – SP) tenha dado parecer favorável às contas da antiga gestão, há ressalvas de gastos sem justificativa como, por exemplo, supostos superfaturamentos de shows, além de questionamentos sobre distribuição de ovos de páscoa, além de outros tópicos que, juntos, somam cerca de R$ 28 milhões sem explicação. De acordo com Tarzan, essas ações suspeitas implicam em improbidade administrativa. “Há tantas dificuldades na cidade e ver uma esculhambação dessa é questão de caráter. É preciso zelar pelo patrimônio público. Estamos chateados”, lamenta-se o veterano vereador.

Sobre o não apoio a Rubens Furlan, Tarzan admite não temer represálias. Ele diz estar assegurado pelo tempo que possui no PMDB, mas não esconde o desapontamento com os rumos tomados pela legenda causados na gestão do ex-prefeito. “Eles não leram a doutrina escrita por Ulysses Guimarães”, comenta ao lembrar do falecido político e uma das mais importantes figuras da sigla.

Tarzan admite que foi procurado por pessoas ligadas a Furlan, mas seu veredicto já tinha sido dado. “Eles me procuraram, mas falei que não tenho condições de ser favorável ao TCE. Tenho que pensar no progresso da cidade”, diz o vereador indignado.

Único membro peemedebista a defender a antiga gestão, Toninho Furlan demonstrou desapontamento com todos os colegas durante a sessão que culminou com prejuízo político com o irmão. “Espero que, daqui para frente, vocês atuem com o mesmo zelo de hoje”, desafiou na ocasião.

Procurados pela equipe do Diário da Região, Zé Baiano não quis comentar sobre o assunto. Por sua vez, Jânio estava fora do estado e não fez declarações, mas na entrevista concedida ao Diário da Região no final de abril, o vereador demonstrava descontentamento com o PMDB e não descartou uma alteração partidária no futuro.

Com a rejeição das contas, Rubens Furlan está enquadrado pela Lei da Ficha Limpa e inelegível por oito anos, caso não entre com uma ação judicial para anular a sessão passada.