Na região apenas 11 médicos se inscrevem no programa Mais Médicos


Esse foi o saldo de cadastramentos registrados pelo programa em sua primeira etapa. Carapicuíba lidera, com 7 inscritos. Barueri teve 3 e Osasco, 1 





As cidades da região Oeste não estão muito atraentes aos olhos dos médicos. No primeiro mês de seleção do programa Mais Médicos, realizado pelo Ministério da Saúde para reforçar o quadro de profissionais no SUS, apenas 11, dos 1753 selecionados, se inscreveram para atuar nas 3 cidades da região que estão entre os 626 municípios brasileiros que aderiram ao programa.

Desse total, 7 médicos indicaram preferência por trabalhar em Carapicuíba. Outros 3 se inscreveram para atuar em Barueri. E somente 1 optou por Osasco em sua inscrição.

A baixa adesão se repete em todo o País. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ainda há um déficit de 13,6 mil vagas. “Sabemos que ainda temos uma grande demanda para atender. 

Com o Mais Médicos, confirmamos que faltam muitos profissionais no interior do país e nas periferias de grandes cidades”, analisou.

A lista foi divulgada pelo Ministério da Saúde na tarde da última quinta-feira e envolve apenas os profissionais brasileiros cadastrados no programa. Segundo balanço do órgão, das 1753 vagas preenchidas, 51,3% estão em municípios de maior vulnerabilidade social do interior e 48,6% nas periferias de capitais e regiões metropolitanas. 

No próximo passo do programa, os profissionais têm até hoje para homologar a participação no programa e assinar termo de compromisso, confirmando o interesse no município indicado. Já a lista final com profissionais e municípios que participarão desta primeira seleção será publicada na segunda-feira , no site do ministério. A próxima chamada de médicos e municípios começa no dia 15 de agosto.

O balaço aponta ainda que, ao todo, 2.379 médicos com diploma brasileiro fizeram a escolha dos municípios de preferência para atuar pelo programa. Destes, 507 que não foram alocados em suas escolhas por indisponibilidade de vagas poderão ajustar suas opções, confirmando-as até segunda-feira. Os outros 119 descumprindo as regras do edital, não apontaram seis possibilidades de municípios para trabalhar, e só poderão retomar a participação na próxima etapa.

A previsão é de que os novos profissionais comecem a atuar na rede do SUS em setembro. Eles receberão bolsa de R$10 mil mensais do governo federal, mais ajuda de custo, e farão especialização em Atenção Básica durante os três anos do programa.