IDHM de Barueri está longe da liderança dada pelo índice Firjan


Entre o final de 2011 e o início de 2012, Barueri foi tomada por uma campanha publicitária, realizada pela administração do então prefeito Rubens Furlan, classificando a cidade como “a mais desenvolvida do Brasil”.

Esse slogan tinha como fonte o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal, elaborado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), em 2011, tendo como base dados de 2009 envolvendo indicadores de Emprego e Renda, Saúde e Educação. Esse levantamento apontava a liderança de Barueri tanto no ranking estadual quanto do nacional de desenvolvimento, com índice de 0,9303, em uma escala de 0 a 1 e na qual quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento.

No ano seguinte, a mesma pesquisa, desta vez feita com dados de 2010, trazia Barueri em posição um pouco diferente, mas ainda em destaque nos dois rankings: o 5º lugar no Estado e no Brasil, com índice de 0,9258.

Já na última semana, a divulgação do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) aponta que a realidade de Barueri era muito diferente daquela apontada pela Firjan e que motivou ampla divulgação pelo ex-prefeito.

O indicador, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com o IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), embora tenha sido elaborado com dados semelhantes e em período praticamente simultâneo ao Índice Firjan - dados do IBGE, de 2010, envolvendo Renda, Longevidade e Educação - revela que Barueri está longe de qualquer liderança, tanto nacional quanto estadual.

A cidade alcançou, nesse levantamento, um IDHM de 0,786, também em uma escala de 0 a 1 e na qual quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento. Esse desempenho lhe garantiu a 46ª posição no Estado de São Paulo e a 87ª colocação no País.

Levando-se em conta as posições por indicador, os cenários também são bem diferentes. Pelo Índice Firjan de 2011, que foi usado como base da propaganda de Furlan, Barueri ocupava ainda o 8º lugar no ranking nacional de Emprego e Renda; o 181º no de Saúde e o 166º no de Educação. Já no IDHM, a cidade aparece apenas como a 75ª no ranking nacional de renda; a 276ª em Longevidade (indicador que também envolve índices de Saúde) e na 257ª em Educação.