Prefeito Jorge Lapas assina termo de adesão ao Cartão Recomeço


A prefeitura de Osasco e o governo do estado de São Paulo oficializaram na última segunda-feira 15, após a assinatura do termo de adesão ao Cartão Recomeço, a participação do município no programa que oferecerá tratamento químico a usuários de crack. 

Eles receberão R$1.350,00 o equivalente a R$45 por dia para custear o tratamento em clinicas habilitadas a receber usuários de droga.

No primeiro estágio do programa o governo do estado atenderá em Osasco, cerca de 270 usuários de crack. De acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento Social, Rogério Haman, que participou da assinatura do termo de adesão, o número pode aumentar no futuro, em uma fase mais avançada do projeto.

Já o prefeito de Osasco, Jorge Lapas (PT), comemorou a participação do município no programa e encarregou a Secretaria de Assistência e Promoção Social a credenciar as clínicas.

Na apresentação do Cartão Recomeço, Rogério Haman afirmou que o governo tucano destinará R$45 por dia para o tratamento, mas destacou que o valor só será liberado após a comprovação da presença do dependente, feita por meio de identificação biométrica.

Assim, se o usuário de crack comparecer a clínica para tratamento durante os trinta dias do mês, ao final do período, o valor de R$1.350 será repassado diretamente ao estabelecimento ou entidade responsável.
De acordo com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social, a expectativa para início efetivo do programa será de 30 a 60 dias. Nesse período, caberá a prefeitura credenciar as clínicas e encaminhar os dependentes para tratamento, enquanto o governo do estado se encarregará de instalar a tecnologia necessária para utilização do cartão.

Apesar de demostrarem afinidades durante a cerimônia, Lapas e Haman discordaram quando o assunto foi a demora dos governantes em criar um programa deste gênero para atendimento a dependentes químicos e em encarar o crack como um problema social.

Apesar de comemorar a iniciativa, Lapas considera tardia a ajuda. “A gente poderia ter tido este programa muito antes. Não sei se ele vai resolver todos os problemas, acho que não vai, mas ameniza, ao menos, a aflição das famílias. Quem quiser sair das drogas terá uma alternativa”, opinou Lapas.

Já Rogério Haman preferiu adotar outro discurso sobre o tema. “É difícil dizer que os governantes demoraram a tomar uma atitude, mesmo porque quando você identifica um problema social dessa natureza você tem que buscar qual a solução e os governantes estão, na medida do possível, procurando saídas”, disse.