Dos Estados Unidos eleitora quer anular eleição de Osasco



Autora da petição pública mora atualmente em Las Vegas mas sua família é de Osasco. Ela não defende Giglio e nem é contra a Lei Ficha Limpa apenas acredita que os votos dados a Lapas não representam a maioria dos eleitores 


A petição pública que corre na internet pedindo a realização de uma nova eleição para a prefeitura de Osasco já conseguiu reunir 2.887 assinaturas em menos de cinco dias de divulgação e foi protocolada no Cartório Eleitoral de Osasco na 213ª zona eleitoral.

Apesar da petição ter a intenção de interferir diretamente na vida política da cidade a autora do abaixo-assinado está atualmente nos Estados Unidos e o documento foi protocolado por sua irmã. A jornalista Evelyn Rodrigues é a autora da petição e conta que a ideia surgiu após conversa com seus familiares sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral de indeferir o recurso de Celso Giglio (PSDB). O tucano teve sua candidatura impugnada por se enquadrar na Lei Ficha Limpa. O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) seguiram decisão do TCE (Tribunal de Contas do Estado) que acusa Giglio de não aplicar 25% na Educação e gastar mais do que a receita no último quadrimestre de seu governo, em 2004, quando foi prefeito de Osasco.

“Estávamos conversando sobre o que aconteceu na quinta-feira [julgamento do TSE] e queríamos expressar a nossa indignação com a anulação dos 149 mil votos do Celso Giglio e com o fato de que 75% da população que compareceu às urnas não terem votado no candidato do PT. Não tínhamos a menor ideia da proporção que isso tomaria” disse.

Evelyn faz questão de frisar que a petição não tem o intuito de defender o candidato tucano. “Não somos contra o Ficha Limpa e não estamos questionando se o Celso é culpado ou não, isso não cabe a nós julgar, mas à Justiça, mas o fato do TSE ter se pronunciado só após as eleições feriu o processo democrático do voto”, desabafa Evelyn.

A autora da petição informou que necessita de 150 mil assinaturas para enviar o pedido ao Ministério Público e solicitar alguma intervenção junto à Justiça Eleitoral, mas acredita ter feito seu papel, mesmo que não consiga reunir a quantidade suficiente de votos. “Se não der em nada, pelo menos estamos documentando que não compactuamos com o que aconteceu” salientou. 

A jornalista deixou claro que apesar de estar nos EUA é eleitora em Osasco e que não concorda com a maneira que transcorreu a eleição na cidade. “Só queremos que a cidade tenha chance de ter um prefeito eleito pela maioria”, finalizou.