CPI recebe provas de venda de apartamentos em Barueri








Na manhã de ontem, aconteceu na Câmara Municipal de Barueri a quarta reunião da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que apura possíveis irregularidades na venda de apartamentos do Programa Habitacional da cidade (Prohab) pela prefeitura.

No final do ano passado, moradores de Barueri denunciaram aos vereadores Carlinhos do Açougue e Agnério Néri a venda irregular de apartamentos em um conjunto habitacional de 15 prédios, localizado na avenida Aníbal Correia. A unidades não poderiam ser comercializadas por se tratar de um sorteio da prefeitura.

O conjunto foi entregue pelo prefeito da cidade Rubens Furlan (PMDB) em fevereiro do mesmo ano. Segundo os moradores, cada um pagou R$ 8 mil por uma unidade habitacional, mas nunca receberam o apartamento.

“Nessa reunião, nós recebemos alguns documentos do Ministério Público (MP), que está investigando o caso, e da Prefeitura de Barueri. O nosso próximo passo será analisá-los”, disse o vereador Carlinhos do Açougue (DEM), que integra a comissão

Dentre os documentos recebidos pela CPI está a lista com o nome dos sorteados e das pessoas que já foram ouvidas pelo Ministério Público. “Também foram entregues ao presidente da comissão, Nilton Humberto Melão (PHS), documentos que provam a venda e compra dos apartamentos”, continuou Carlinhos.

Segundo ele, também foram definidos dois nomes que serão convocados para depor na próxima reunião da CPI, incluindo uma acusada de vender os apartamentos e um dos compradores.
Além de Carlinhos do Açougue e de Nilton Melão, participaram da reunião os outros integrantes da Comissão: Sérgio Barganha (PPL), Marcos de Castro Schuler (PSC) e Agnério Neri (PT). A próxima reunião da CPI será realizada segunda-feira, 18, às 11 horas.

Entenda o caso

No final do ano passado, moradores de Barueri denunciaram a venda irregular de apartamentos do Prohab. Dos 300 apartamentos do conjunto habitacional, 250 foram entregues após sorteio aberto ao público, que aconteceu na Arena Barueri, em fevereiro de 2011. Os restantes foram distribuídos pelo Fundo Social de Solidariedade.

Os dois vereadores, que são oposição ao governo Furlan, levaram o assunto até a Câmara, o que acabou resultado na CPI.
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