Gil evita confrontos com o prefeito












Gil prefere ignorar as críticas que vêm recebendo e focar no plano de governo

Mais comedido que o principal cabo eleitoral de seu opositor, o pré-candidato à Prefeitura de Barueri, deputado estadual Gil Arantes (DEM), prefere ignorar as críticas que vêm recebendo e focar suas energias na campanha que tem pela frente, e no plano de governo que pretende colocar em prática, caso seja eleito.
“A campanha deve ter nível. Não podemos perder tempo com denúncias e críticas infundadas. Estou preocupado em discutir e concluir o meu plano de governo, que será apresentado aos eleitores de Barueri”, diz. O deputado adianta que a área de segurança, por exemplo, será focada em ações preventivas e não repressivas. “Atualmente, a segurança está focada na repressão, atuando a partir de dados estatísticos, sem realizar a prevenção”, avalia.
Gil também pretende desenvolver um trabalho diferente na área de saúde. Ele quer trazer à cidade um centro para tratamento de pessoas dependentes de drogas. “Não podemos virar as costas para um problema que está aí e depende de intervenção do governo”, diz.
Lógico que o deputado só adiantou alguns projetos, mas também falou do trânsito, que não é um problema, segundo ele, exclusivo de Alphaville e Tamboré. “Barueri e as demais cidades da região metropolitana cresceram muito e os investimentos em malha viária não vieram na mesma velocidade. É preciso discutir ações e projetos, que tragam respostas rápidas. Além disso, muitos investimentos precisam ser executados em parceria”, explica.
Confronto
Com relação às eleições municipais, Gil diz que ainda aguarda uma definição do PT se compõe a sua base de apoio ou parte para candidatura própria. “As definições devem ocorrer somente em junho. Até lá, o quadro pode alterar e muito”, diz.
Sobre os partidos que já manifestaram apoio à sua pré-candidatura, o deputado lembra que “a oposição está unida, por estar insatisfeita com a atual administração. São partidos que querem a mudança”. Ele nega que tenha comprado esses apoios. “Não existe isso. Há uma união de descontentes”, contemporiza.
No entanto, ele acredita que a disputa estará polarizada entre ele e o candidato da situação, Carlos Zicardi. E não crê que uma terceira candidatura, no caso do PT, alterará muito esse quadro. “Gostaria que o PT estivesse ao meu lado nessas eleições”, diz.
Querendo fugir da troca de farpas, já que é questionado sobre o rompimento com o atual prefeito Rubens Furlan e sobre as críticas que vêm sofrendo, Gil Arantes lembra que o sucedeu na prefeitura. “Peguei a cidade com um orçamento pouco acima de R$ 230 mi e entreguei, oito anos depois, com orçamento de mais de R$ 620 milhões. O Furlan sempre elogiou as minhas administrações, agora virou o jogo porque estamos em lados opostos”.
Segundo Gil, ainda durante a campanha eleitoral à Assembleia Legislativa, em 2010, Furlan ligou para ele para anunciar que não mais faziam parte do mesmo grupo. “Foi assim, sem explicações. E agora usa isso para dizer que eu o traí”, conclui.  

Ficha Limpa
Com a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), ao analisar a Lei Complementar 135/10 (Ficha Limpa), ficam proibidos de se eleger por oito anos os políticos condenados pela Justiça em decisões colegiadas, cassados pela Justiça Eleitoral ou que renunciaram a cargo eletivo para evitar processo de cassação. Também continuam válidas as condições de inelegibilidade previstas na Lei Complementar.
“O deputado Gil Arantes não possui qualquer condenação por órgão colegiado que possa torná-lo inelegível. Nunca teve seus direitos políticos suspensos por decisão colegiada. Também teve todas as contas da prefeitura aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo referentes aos seus oito anos de governo. Certamente ele reúne todas as condições de elegibilidade, tornando-o apto a ser candidato nas próximas eleições", informa sua assessoria.