SUS e planos de saúde vão cobrir troca de silicone rompido


Após reunião com entidades médicas e os ministérios da Saúde e Justiça, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou nesta quarta-feira que o governo vai permitir que mulheres com próteses mamárias rompidas, da marca PIP e Rofil, troquem suas próteses usando planos de saúde particulares ou o SUS (Sistema Único de Saúde).

A medida vale também para as pacientes que colocaram o implante para fins estritamente estéticos.

Antes da decisão, o Ministério da Saúde informava que o SUS cobriria a troca dos silicones apenas nos casos de mulheres que originalmente colocaram os implantes após mastectomia.

"[No caso da] mulher que tem um implante colocado na rede privada por uma questão estética, na medida que esse implante se rompeu, há o entendimento do governo de que esse procedimento agora é reparador, o que significa retirar a prótese que tenha rompido e implantar uma nova", disse o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano. "Esse procedimento poderá ser feito pelo SUS e será garantido pelos planos de saúde, porque eles também garantem as cirurgias reparadoras".

Segundo Barbano, as entidades médicas vão fechar junto com o Ministério da Saúde um protocolo de atendimento para esses casos.

O documento vai orientar os exames que deverão ser feitos para detectar eventuais problemas e os casos em que a troca será necessária.

Também serão definidos os serviços médicos que poderão ser buscados pela paciente. Esse documento deve ficar pronto até o início da próxima semana.

A ideia, continua ele, é realizar uma convocação pública para que as mulheres com implantes PIP ou Rofil, ou que não saibam a marca de seus implantes, busquem os serviços de saúde para fazer os exames.

O governo estima um universo de 20 mil mulheres que devem ser atendidas.

Até o momento, a Anvisa tem informação de rompimento de 39 próteses da PIP (a maior parte já substituída) e algumas da Rofil (número ainda não definido).