Anabel troca comando da Secretaria da Saúde e desconfia ‘de armação’




A médica Aparecida Luiza Nasi Fernandes assume a pasta no lugar de Dionísio Alvarez Mateos após polêmica sobre fechamento dos Postos de Saúde por 13 dias em Jandira 


A prefeita de Jandira Anabel Sabatine (PSDB) concedeu, ontem, entrevista coletiva na sede da Secretaria da Saúde para anunciar Aparecida Luiza Nasi Fernandes como nova secretária da Pasta. A médica substitui o cardiologista Dionísio Alvarez Mateos, exonerado do cargo após autorizar o recesso de funcionários do setor entre os dias 24 de dezembro e 6 de janeiro.

De acordo com Anabel, em dezembro, foi publicado um decreto estipulando como seria o recesso municipal durante as festas de final de ano. Um dos itens deixava claro que o período de folga estendida não seria aplicado à área da saúde que deveria funcionar em regime de plantão. O artigo não foi observado pelo secretário.

Anabel também revelou que, em 2011, enfrentou resistência por parte do legislativo quanto a reabertura da maternidade do município e acredita que essa resistência tenha sido quebrada e, em breve, a cidade volte a realizar partos. 

A prefeita também não descarta que o fechamento dos Postos de Saúde por 13 dias tenha sido um plano sórdido contra a sua administração. Vereadores de oposição estariam envolvidos nessa suposta armação. Foi aberto um boletim de ocorrência na delegacia do município e uma sindicância interna para apurar os fatos.

Após uma breve apresentação, Aparecida Nasi disse que trabalha em gestão pública de saúde há mais de 20 anos e acrescentou que “gosta do que faz” e que a saúde é suprapartidária. 

Em entrevista ao Diário da Região, na última quarta-feira, o vereador Gerson Cerqueira de Almeida (PTN), líder da prefeita na Câmara, classificou o fato como falta de comunicação. “Acredito que confundiram a situação, houve um mal entendido, pois eram para entrar em recesso somente a prefeitura e algumas secretarias. Acho que o secretário de saúde e algumas pessoas confundiram a situação e entenderam que os postos também ficariam fechados”.

Quanto a Câmara Municipal abrir uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para investigar o caso, Cerqueira acredita não haver essa necessidade. 


Fonte:Diario de Osasco