Recém registrado, PSD já pleiteia três prefeituras na região



Após passar cerca de seis meses na busca por assinaturas para comprovar o apoio à criação do partido, foi com seis votos a um que o PSD (Partido Social Democrático) conseguiu ontem, 27, no plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o tão desejado registro. Apenas o ministro Marco Aurélio votou contra a construção da legenda. Com o registro, o partido é considerado apto para disputar as eleições municipais do próximo ano.

De acordo com Lau Alencar, coordenador do partido na região Oeste, a sigla pretende lançar candidatos a, pelo menos, três prefeituras. “Em Itapevi devemos lançar o vereador Teco (atual PV).

Em Jandira provavelmente lançaremos o doutor Saco (atual PMDB)”. Já em Osasco o partido tem sua decisão tomada. “Estamos preparando a filiação do vereador Osvaldo Vergínio (atual PR) para pleitear a prefeitura da cidade. Ele será pré-candidato pelo PSD”, declarou Alencar. Segundo ele, a filiação do vereador está sendo organizada para a próxima segunda-feira, 3, às 19 horas, na Câmara Municipal de Osasco.

Além das três cidades em que pretende lançar candidatos à majoritária, segundo Alencar, o PSD também pleiteia compor como vice. “Em Carapicuíba temos o vice-prefeito Salim Reis (atual DEM), que talvez deva compor com o prefeito, mas isso ainda está sendo analisado. E, em Santana de Parnaíba, o Joaquim Eduardo de Jesus, chefe de gabinete do prefeito Silvinho Pecciolli (DEM), deve compor com ele o cargo de vice”.

Em Osasco, onde o partido já definiu o nome que irá concorrer à prefeitura, Alencar comentou que o PSD também olha para a Câmara Municipal. Segundo ele, o objetivo para 2012 é garantir, no mínimo, dois vereadores. O coordenador ainda afirmou que o próximo passo agora é realizar a campanha de filiação. Somente em Osasco o partido já tem 86 candidatos a vereadores, mas Alencar acredita que após a conquista do registro no TSE esse número de candidatos ultrapasse a marca de 100.

Com o PSD iniciando uma nova fase, Lau Alencar ressaltou que o partido não pode mais ser considerado ‘de esquerda, de centro ou de direita’, conforme tem sido comentado na mídia nacional.

“Hoje, o PSD é um partido oficial, dessa forma temos que dar a ele uma diretriz. Com o registro já podemos afirmar que o PSD é um partido de centro”.

Quanto às acusações sobre fraudes, na semana anterior, a ministra do TSE, Nancy Andrighi, declarou que os processos não devem ser julgados pela Justiça Eleitoral. “A ministra excluiu algumas adesões que não tinham assinaturas no cartório. As certidões originais foram emitidas pela Justiça Eleitoral. As supostas fraudes foram acusações de má fé e, por isso, quem quiser persistir terá que procurar a Justiça comum”, ressaltou Alencar, confirmando que os processos não irão prejudicar o registro da legenda. Houve acusações de que a sigla tivesse cadastros fantasmas para atingir o número necessário de filiados para se tornar um partido, de acordo com a lei brasileira. Para conseguir o registro, segundo a legislação eleitoral, o partido precisava de aproximadamente 490 mil assinaturas de eleitores em nove estados apoiando a criação da sigla. Alencar afirmou que o PSD recebeu cerca de 1 milhão de assinaturas.

Em âmbito nacional, o PSD é o 28º partido brasileiro e nasce com 40 deputados federais em exercícios, compondo assim a sexta bancada da Câmara.