PTB-Barueri deve pedir mandato do vereador Jô


Aline Lamas e
Graciela Zabotto
fonte:diario de Osasco

Chico Vilella presidente do PTB



A Executiva do PTB-Barueri pedirá o mandato do presidente da Câmara Municipal da cidade Josué Pereira da Silva, o Jô, caso ele deixe a sigla. Segundo o atual presidente da legenda, vereador Chico Vilela, “tudo indica” que o PTB acionará a Justiça, com base na Lei de Fidelidade Partidária, para requerer o cargo. A legislação considera ser do partido o mandato eleitoral e não do político.
“Com a desfiliação do vereador Jô, vamos reunir a executiva municipal para discutir isso. Eu, como presidente, não vou decidir sozinho”, esclarece Vilela. Ligado ao deputado estadual Gil Arantes (DEM), ele assumiu a presidência do diretório municipal em agosto deste ano. Antes o cargo era ocupado por Jô, que tem o apoio do prefeito Rubens Furlan (PMDB).

De malas prontas para deixar a sigla, Jô justifica seu desligamento. “Não vou ficar [no partido] porque estou defendendo outra bandeira. Não cuspo no prato que como. Tenho que permanecer ao lado da pessoa que me ajudou muito, que é o Furlan”.

Isolado dentro do PTB, ele já foi convidado para compor outras siglas no município, dentre elas, o PSDB – legenda presidida pela deputada federal Bruna Furlan. “Recebi o convite da Bruna. Ela falou que o PSDB está de braços abertos”, disse o vereador. “O PTB me abandonou, mas eu continuo com o grupo do prefeito”.

Com a saída do presidente da Câmara, a sigla fica livre para apoiar a candidatura de Gil ao comando da prefeitura. O PTB deve indicar o ex-vice-prefeito Jaques Munhoz como vice do democrata.

Presidência

O presidente da Casa de Leis comentou ainda a disputa pela presidência do diretório municipal. “A gente fica triste por ver o PTB tomando esse tipo de atitude. Tirando a presidência da minha pessoa na calada da noite, sem qualquer justificativa”, afirma o parlamentar, que já se elegeu duas vezes pela legenda.

Para defender sua cadeira na Câmara, Jô deve recorrer ao argumento de que fora perseguido por seus correligionários. Isso porque a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a fidelidade partidária só admite a desfiliação em casos de comprovada perseguição política.

Apesar do risco, Jô não está preocupado com a “ameaça” dos petebistas. “Furlan disse para eu não me preocupar porque ele não me deixará isolado. Se amanhã eu perder a cadeira, vou sair daqui de cabeça erguida para disputar a eleição por outro partido”.