Artesp volta atrás e acesso da Petrobrás para Castelo permanece aberto



Movimento contra fim do acesso sem pedágio vai continuar atuando. O foco agora serão as saídas de Carapicuíba 


O acesso sem pedágio para a rodovia Castelo Branco, na altura do km 20, próximo à Petrobras, em Barueri, permanecerá aberto para a circulação de veículos. A decisão foi confirmada na noite de quinta-feira, pela Artesp (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo), cerca de 15 dias após a concessionária Viaoeste, que administra a rodovia, ter anunciado o bloqueio dessa saída, a pedido da própria agência.

Artesp informou que adotou a nova decisão após constatar que não haveria aumento de tráfego no local, como era previsto inicialmente. Já a justificativa anterior era o fechamento do acesso como forma de reduzir os congestionamentos no local e aumentar a segurança dos motoristas, já que haveria, nesse acesso, um “cruzamento” com o fluxo de veículo que está nas marginais da Castelo para acessar o trecho Oeste do Rodoanel.

Ainda de acordo com a Artesp, o que será implantado, a partir de agora, é uma rotatória para “aumentar a segurança no acesso à Petrobras”, assim como “obras de melhoria geométrica do traçado, com adequações na alça de acesso”, afim de garantir “maior conforto e segurança aos usuários da rodovia”. A cancela de restrição, que começou a ser erguida, esta semana, próximo à Petrobras, foi demolida ontem.

Apesar dessa justificativa sobre a segurança, tanto a Artesp quanto a Viaoeste vinham sendo alvo de críticas pela medida. Moradores e comerciantes de Barueri e Osasco, que temiam pelo fim do acesso não-pedagiado à rodovia e pela queda de clientes nos estabelecimentos da região do Jardim Mutinga, em Barueri, organizaram duas manifestações de repúdio ao fechamento da via, uma na segunda-feira e outra ontem (leia mais abaixo), que contaram com o apoio e participação de diversos políticos da região. Os moradores realizaram, ainda, um abaixo-assinado, que soma cerca de 13.500 assinaturas, e que será anexado ao inquérito movido pelo Ministério Público sobre o fechamento.

Além disso, segundo o deputado estadual João Caramez, do PSDB, houve ainda pedidos dos próprios parlamentares junto à Artesp para que revisse a decisão.