Lentidão do DAEE no Ribeirão Vermelho pode alagar Osasco no verão


“Não é falta de dinheiro. E quando não falta dinheiro, o que falta é competência e vontade”, afirmou o Emidio de Souza, prefeito de Osasco, ao falar da lentidão para o inicio das obras antienchente 






A declaração do prefeito Emidio de Souza (PT) foi dada no ultimo sábado, 17, durante a inauguração de uma praça na Zona Norte de Osasco. Segundo o prefeito, o governo do Estado está devagar no projeto de canalização do córrego Ribeirão Vermelho, localizado atrás da avenida Ônix, também na Zona Norte.

“Não é falta de dinheiro. E quando não falta dinheiro, o que falta é competência e vontade O projeto tem que ser feito pelo Estado porque a obra fica na divisa, uma parte fica em Osasco e outra em São Paulo, no bairro da Vila Piauí”, afirmou Emidio.

Alem disso, o petista chamou a atenção para as aduelas que serão utilizadas na obra de canalização.

“As aduelas já estão há 9 meses nas margens do córrego, mas a obra não começa”, comparou. O projeto para a canalização do córrego envolve R$ 42 milhões, sendo R$ 36 milhões investidos pelo governo federal e o restante, R$ 6 mil, do governo do Estado.

Para que a obra possa ser concluída antes do inicio das chuvas de verão, que acontecem geralmente entre dezembro e fevereiro, Emidio pediu ao deputado estadual Marcos Martins (PT) que intensifique na Assembléia Legislativa de São Paulo as cobranças ao Estado.. De acordo com o prefeito, sem elas a prefeitura não pode iniciar outras obras previstas para o redor do córrego, como o recapeamento da avenida Ônix e a urbanização de uma favela que existe no local.

Em nota enviada ontem pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) ao Diário da Região, a assessoria de imprensa informou que a obra já foi licitada ainda em 2010 com Ordem de Serviço expedida há um ano. “A canalização do Ribeirão Vermelho referente a extensão total de 4.200 m já foi licitada e o contrato foi assinado em 30 de agosto de 2010, com a Ordem de Serviço expedida no dia 10 de setembro de 2010. A empresa executora será a DP Barros - Arquitetura e Construção Ltda”.

Sobre o início das obras, a empresa declarou que ainda não foram iniciadas porque estão aguardando o Licenciamento Ambiental de Instalação. Sem ele não pode dar início às obras. “Segundo consta, para a expedição do Licenciamento Ambiental que é dado pela Cetesb esta faltando apenas a Prefeitura de São Paulo enviar um documento exigido por aquele órgão. Ao que tudo indica esse documento será enviado pela Prefeitura até o final desse mês de setembro e ficaremos apenas no aguardo da expedição da Licença”, finalizou a assessoria.

A extensão de 4,2 quilômetros abrange o trecho entre a rodovia Anhanguera e a avenida Brasil, na altura do Braço Morto do rio Tietê. Os transbordamentos do Ribeirão Vermelho são a principal causa de enchentes na Zona Norte de Osasco. As águas do córrego deságuam no Braço Morto do Rio Tietê. A canalização desse novo trecho será complementar ao trabalho já realizado no Braço Morto, que recebeu canalização aberta entre a avenida Brasil e o rio Tietê.


por
Danilo Dainezi
Graciela Zabotto
(politica@webdiario.com.br)