Justiça concede liminar e prefeita de Jandira volta ao comando


Anabel Sabatine é suspeita de cometer irregularidades na prefeitura. Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
A Justiça de São Paulo concedeu, na manhã desta quinta-feira (15), uma liminar que permite o retorno da prefeita Anabel Sabatine (PSDB) ao comando da administração municipal. A decisão é do juiz Bruno Cortina Campopiano, da 1ª Vara Judicial,. A Informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do TJ (Tribunal de Justiça). Não há informações se Anabel já retomou as suas funções.

A prefeita foi afastada na última terça-feira (13) após uma votação na Câmara Municipal. Anabel é suspeita de envolvimento na morte do então prefeito, em 2010, Braz Paschoalin (PSDB), que foi executado a tiros em dezembro daquele ano – à época, ela era vice dele.
Por seis votos a quatro, os vereadores decidiram pelo afastamento da prefeita por 90 dias, que podem ser prorrogados por mais 90. Durante este tempo o presidente da casa, Wesley Teixeira, que é presidente da Câmara, deveria assumir interinamente a prefeitura.
Ainda nesta quinta, a Justiça retomou a audiência de instrução sobre o assassinato de Braz Paschoalin (PSDB).  No total, cerca de 60 pessoas vão testemunhar. A audiência vai continuar, também, na sexta-feira (16). Cinco presos, envolvidos no crime, estão sendo levados pela PM para o local.

Determinação

O Tribunal de Justiça determinou que a Polícia Civil abra inquérito para investigar a participação de Anabel no assassinato de Braz Paschoalin (PSDB), que era prefeito, e na tentativa de homicídio de seu motorista Wellington Martins de Souza, em 2010.

O pedido foi feito pela Procuradoria Geral de Justiça e foi deferido desembargador Amado de Faria do Tribunal de Justiça da comarca de Barueri.

Em sua decisão, o desembargador requisitou "da autoridade policial competente, Doutor Delegado de Polícia Seccional, a instauração de novo inquérito policial, feita e destinada a apurar a eventual participação da atual prefeita municipal de Jandira, Anabel Sabatine, no crime de homicídio, o qual teve como vítima o então alcaide [prefeito] daquela cidade, Walderi Paschoalin, e tentativa de homicídio contra Wellington Martins dos Santos".
A investigação da morte do prefeito envolve também as circunstâncias, como o esquema de corrupção que havia na prefeitura da cidade.

Morte 

Braz Paschoalin foi executado a tiros na manhã do dia 10 de dezembro de 2010, quando chegava a uma rádio onde tinha um programa semanal.

Oito pessoas são acusadas de envolvimento na morte de Braz Paschoalin. Entre eles, um ex-secretário da prefeitura, Wanderley Lemes de Aquino. Uma pessoa está foragida.