Quadrilha faz 20 reféns em roubo a agência de banco em Osasco




Uma ousada quadrilha invadiu, na tarde de anteontem, uma agência do Banco Santander, na avenida Presidente Altino, 887, no Jaguaré, na divisa entre os municípios de Osasco e São Paulo. Os criminosos invadiram o local por volta das 15h50, próximo ao horário de encerramento das atividades bancárias e mantiveram 20 pessoas reféns.

Dez homens foram presos, após uma intensa negociação que durou mais de duas horas. No término da ocorrência foram apreendidas seis armas, sendo quatro revólveres calibre 38, duas pistolas, além de duas armas de brinquedo.

De acordo com o major PM Ednaldo Soares Alexandre, que negociou com o bando, uma refém conseguiu entrar no banheiro e acionar a polícia pelo 190.

Mais de 100 policiais de várias unidades cercaram a agência. Equipes dos Bombeiros também foram acionadas para prestar os primeiros socorros às vítimas, já que algumas delas passaram mal, uma delas chegou a desmaiar após ser liberada pelos criminosos.

Um helicóptero Águia foi acionado para apoiar a ação e atiradores de elite se posicionaram no teto da agência. "Eu não sabia o que ia encontrar, mas quando começou a negociação senti neles a vontade de se entregar", disse o major Alexandre.

A negociação foi feita por meio do rádio de um dos vigias. No final, a bateria do aparelho acabou e o negociador ligou para um dos assaltantes. O número foi fornecido pelos próprios bandidos.

Imprensa, família e advogada

Para se entregarem, os criminosos exigiram uma advogada, a presença da imprensa e a garantia de que sairiam vivos. “Primeiro libertaram os reféns mais abalados e, depois, saíram um a um como o combinado. Ninguém se feriu e nenhum tiro foi disparado”, enfatizou o major Alexandre.

Os presos foram levados a 5ª Delegacia de Roubos a Banco do Deic (Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado). Segundo a polícia, grande parte dos suspeitos já era investigada por possível participação em outros dez assaltos a banco. Nesse, o bando esperava encontrar R$ 700 mil no cofre. A polícia investiga se os criminosos tiveram informações privilegiadas. (maranhão)
diario de osasco