Para Giglio, rejeição de suas contas é perseguição política



“É uma perseguição política”. Foram essas as palavras usadas pelo ex-prefeito Celso Giglio (PSDB) para classificar a reprovação de suas contas, referentes ao exercício de 2004, pela Câmara Municipal de Osasco.

Apreciadas na última quinta-feira, 25, em sessão extraordinária, as contas do tucano haviam sido rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP). Na ocasião, treze vereadores da base de apoio à administração votaram a favor do parecer do tribunal, cinco foram contrários a reprovação das contas e três se abstiveram.

A um ano das eleições municipais, Giglio considerou a rejeição sem propósito. “Eles estão muito assustados com o quadro político que se desenha na cidade e isso levou os vereadores a tomarem essa medida descabida, uma vez que já houve uma manifestação do Ministério Público a meu favor”, lembrou. O MP arquivou o processo contra o ex-prefeito por entender que não houve improbidade administrativa ou qualquer prejuízo aos cofres municipais.

Para o ex-prefeito, interesses eleitorais influenciaram a votação. “Eles estão querendo tirar da disputa qualquer candidato com chances de vencer a eleição”, afirmou o tucano. Isso porque o tucano é visto como forte concorrente ao comando da prefeitura de Osasco, apesar de ainda não ter se declarado como pré-candidato.

A tese de Giglio foi ressaltada pelos vereadores de oposição, durante a sessão de quinta-feira. Na tribuna, a vereadora Ana Paula Rossi (PMDB) e o vereador Jair Assaf (PSDB) acusaram os adversários por quererem vencer a eleição ‘no tapetão’. “Tapetão é um ato covarde, de incoerência”, afirmou Ana Paula, que está de malas prontas para filiar-se ao PSDB. “É um erro tentar impedir que alguém dispute as eleições”, acrescentou Jair Assaf.

Já a possibilidade de Giglio tornar-se inelegível foi rechaçada pelos parlamentares tucanos e pelo próprio ex-prefeito. “Não haverá nenhuma consequência eleitoral”, assegurou. Isso porque a rejeição das contas implica na abertura de uma ação civil pública, no Ministério Público Estadual, que já emitiu parecer pelo arquivamento do processo contra Giglio.

TCE

As contas do ex-prefeito foram rejeitadas por diversos motivos. Um deles é que Celso Giglio teria ferido a Lei de Responsabilidade Fiscal, ao investir menos de 25% do orçamento na Educação e ao assumir uma despesa maior que a sua disponibilidade financeira, durante o último ano de mandato.