Barueri terá Plano Diretor para o Trânsito



A Prefeitura de Barueri vai contratar novamente uma empresa especializada em soluções para o trânsito. De acordo com o secretário de Assuntos de Segurança, Edson Santos, que responde pelo Demutran (Departamento Municipal de Trânsito), a prefeitura contratou a Tranzum, do engenheiro Alexandre Zum.
“Dessa vez, a empresa fará um estudo de toda a cidade. A nossa intenção é desenvolver um Plano Diretor de Trânsito, que irá nortear as providências que deverão ser tomadas pela administração pública nos próximos anos”, explica Edson.
O secretário informou, ainda, que o estudo deve envolver o impacto da vizinhança, como a chegada de novos empreendimentos e as intervenções viárias já realizadas e as que entrarão em vigor, como a implantação de semáforos, alargamento de vias, construção de novos acessos, fechamento de cruzamentos, abertura de outros retornos, entre outros. Além disso, o trabalho da Tranzum será realizado em parceria com as secretarias de Segurança, Planejamento e de Obras, para que as ações sejam mais rápidas e efetivas.
Edson disse que essa foi a maneira escolhida pela administração pública para garantir maior fluidez ao tráfego, além de ordenação no trânsito. “Fizemos algumas intervenções e ainda não paramos. Há muito o que ser feito, mas precisamos ter todas as ações coordenadas por um estudo que nos mostre as reais necessidades da cidade”, diz.
Para exemplificar o impacto da vizinhança, ele usa a chegada de novos shoppings, como o Aldeia Parque, na Aldeia de Barueri, que entrará em funcionamento meses antes do acesso entre aquele bairro e Alphaville, que está sendo construído com recursos públicos municipais. “Essa ponte diminuirá a ligação entre os dois bairros, mas também poderá se transformar em um dos acessos ao bairro, aliviando a Rio Negro, a Piracema, por exemplo. Então, precisamos ficar atentos a essa mudança de comportamento, para traçar ações que reduzam o impacto em toda a comunidade.”
A empresa já está contratada pela prefeitura. Não existe um prazo definido para o término do contrato, uma vez que ela atuará também como consultora, já que reúne equipe especializada em soluções para o trânsito.
Os projetos em discussão e os que estão em prática não animam quem vem a Alphaville para trabalhar. “Como não há vagas para estacionar, deveriam investir em transporte público de qualidade. Onde está a linha de metrô prometida para o bairro?”, questiona Henrique Marcelo, 26 anos, TI.
Andressa dos Santos, 32, é outra a reivindicar investimento em transporte público. “Uma linha de metrô tiraria inúmeros veículos de circulação, porque as pessoas conseguiriam cumprir seus horários. Com os ônibus, isso fica difícil, porque os horários são falhos e isso atrapalha todo mundo”, disse.
Amir Lan, 52, empresário, é favorável a construção de bolsões, mas distantes da região do Centro Comercial. “Precisamos criar uma faixa de segurança, ou seja, onde não entrem carros, apenas pessoas. Melhoraria a qualidade de vida de todos e não impactaria tanto no dia a dia de quem mora em Alphaville. Para separar os veículos, bastaria colocar um selo nos carros dos moradores. Apenas eles teriam acesso ao ‘centro nervoso’ do bairro, como as alamedas Rio Negro, Araguaia, Purus, Mamoré”, diz.
fonte:folha de Alphaville