Taxa de suicídios no Brasil é maior entre os mais velhos



De todas as faixas etárias, no Brasil o suicídio é mais comum entre aqueles com 65 a 70 anos. Uma das razões está na perda do sentido de vida depois que a pessoa para de trabalhar. Considerando que o país envelhece num ritmo mais rápido do que o das nações desenvolvidas, essa questão exige cuidados.
Projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, em 2005, 10% da população estava acima dos 60 anos; em 2015, eram mais de 14%. A avaliação é que o número de idosos quadruplique até 2060. Até então, a grande preocupação da sociedade está no âmbito financeiro, uma vez que os cidadãos economicamente ativos serão insuficientes para sustentar os aposentados. Mas o problema vai além e atinge as corporações. “É errado haver um dia em que você deixa de trabalhar 40 e poucas horas por semana para ficar em casa todo o tempo. É uma ruptura abrupta do relacionamento empresa-pessoa. Isso não se faz sem custos psicológicos e, portanto, sem custos para o negócio”, afirma Renato Janine, ex-ministro da Educação e professor de filosofia na Universidade de São Paulo.
Matilde Azevedo, consultora da Lee Hecht Harrison e que trabalha com recolocação de executivos há mais de duas décadas, percebe que os assessorados acima dos 60 anos têm outras questões além do desejo de se recolocar. “Alguns chegam sem preparo para esse momento da vida e se chocam ao perceber que o mercado não vai mais absorvê-los por causa da idade”, diz. Sem uma visão de futuro, muitos escolhem dar um fim ao sofrimento. A cartilha de prevenção de suicídios, do Centro de Valorização da Vida, alerta que a fatalidade geralmente acontece três meses após a mudança do estado ativo para o inativo. A maioria dos idosos que se suicidam são homens, segundo o Relatório Global para Prevenção do Suicídio da Organização Mundial da Saúde. A solidão e o isolamento social estão entre os principais fatores. E, em tempo de recessão, esse tipo de morte aumenta.
“Esse é, sem dúvida, um novo desafio para a área de recursos humanos”, diz Renato Bernhoeft, coautor do livro Longevidade (Editora Aurora) e presidente da Höft, consultoria de transição de gerações. Para ele, o RH ainda não aborda essa questão com o devido entendimento. “Em algumas empresas, o termo ‘vestir a camisa’ é pouco, as pessoas são ‘tatuadas’. O empregado se alimenta de tudo que a organização oferece — status, benefícios —, e quando isso se perde de maneira abrupta, é como se ele virasse um ex, e isso é dramático”, afirma Bernhoeft. Não precisa ser assim. É hora de o líder de gestão de pessoas assumir seu papel mais humano, tendo consciência de como a aposentadoria afeta os profissionais.
Uma questão de negócio
Segundo os especialistas, a organização tem muito a ganhar quando auxilia os funcionários nesse período de transição. “Além de ser uma questão de respeito e consideração, também é possível planejar melhor a sucessão e abrir espaço para quem quer subir na carreira”, diz José Augusto Minarelli, diretor executivo da Lens & Minarelli, consultoria de transição de carreira. “Quando a aposentadoria acontece de uma hora para a outra, tende a ser assimilada como uma demissão”, afirma Minarelli, e isso causa prejuízo emocional não só no indivíduo mas também em todo o quadro de trabalhadores. Uma dica é estipular uma data-limite para a aposentadoria de maneira aberta e transparente.
Outro benefício para o negócio é a transferência de informações. “Por mais que existam dispositivos para registrar o conhecimento adquirido, grande parte do conteúdo ainda está na cabeça das pessoas”, diz Minarelli. Os RHs poderiam combinar com o futuro aposentado uma troca: a empresa ajuda na transição para o pós-carreira e ele retribui treinando seu sucessor.
Para Renato Bernhoeft, da Höft, é importante que as corporações tenham um plano de pós-carreira estruturado. “Muitas vezes, essa questão costuma ser colocada na área de benefícios, mas a abordagem deveria ajudar as pessoas a criar um projeto de vida”, diz. Cabe ao RH tratar essa prática da mesma maneira com que lida com processos de treinamento e seleção.
Boas práticas
A fabricante de caminhões Volvo e a seguradora Mapfre são exemplos de grandes companhias que investiram num programa de pós-carreira com viés mais amplo, além das simples palestras de planejamento financeiro.
Há dois anos, o Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, com 6?000 funcionários, adotou em sua matriz, em São Paulo, um programa para auxiliar os profissionais a refletir sobre a vida de aposentados. “Temos pessoas com muito tempo de casa e elas se esquecem de pensar no futuro porque acham que a empresa cuidará delas para sempre, mas essa não é a rea­lidade”, diz Cynthia Betti, diretora de recursos humanos. Depois de conversar com o público-alvo, o RH trocou o nome de programa de preparação para aposentadoria para pós-carreira. Agora, a iniciativa envolve funcionários a partir dos 40 anos de idade e foca em três pilares: qualidade de vida (com dicas de saúde e exercícios), planejamento financeiro e projeto de vida (com perguntas sobre o propósito de cada um). O programa tem duração de dois dias, mas a organização também oferece coaching individual para contratados de idade avançada — com mais anos de casa e pouco tempo para se preparar. “Quando começamos o projeto, fazíamos três palestras de 2 horas cada uma, mas vimos que era preciso aprofundar esses temas”, diz Cynthia. Em 2017, a ideia é ampliar o programa para as unidades São Carlos e Franca.
No Grupo Volvo da América Latina, a primeira iniciativa de aposentadoria foi criada há 20 anos, e revisado há 13 anos. A corporação estabelece a saída compulsória do profissional ao completar 60 anos de idade. “A Volvo vai completar 40 anos no Brasil e tem gente aqui com 30, 38 anos de casa”, diz Rubens Cieslak, especialista em educação corporativa. Cinco anos antes de deixar a empresa, a pessoa entra no programa. Cada trabalhador passa por diferentes módulos que abordam aspectos financeiros, psicológicos, previdenciário, de saúde e qualidade de vida. “Nosso diferencial é que fazemos reuniões individuais, para o nível executivo e operacional. Queríamos resguardar a privacidade desses funcionários e o resultado tem sido muito efetivo”, afirma Cieslak. Cerca de 155 pessoas já passaram pelo programa, das quais 60 já se aposentaram. “Aprendemos que a questão de projeto de carreira irrita o funcionário, então o convidamos a ter um projeto de vida, que vai além do de carreira na Volvo”, diz.
Foi graças a iniciativas desse tipo que Werner Tieder, de 63 anos, estruturou sua vida pós-carreira. Formado em direito, começou a trabalhar aos 17 anos em um banco agrícola e depois entrou na agroindústria Cosan, onde ficou 30 anos. “Sempre tive muito claro que um dia ia parar e queria ter a sensação de missão cumprida”, diz. Após se aposentar como diretor de operações da Cosan, no final de 2015, a empresa lhe pediu para continuar prestando consultoria por projetos. A cada 15 dias, ele viaja do interior do Rio Grande do Sul para São Paulo, para trabalhar. Esse vínculo deve durar mais três anos. “Continuei vendendo meu conhecimento, mas deixei de ter as tabelas de horários e passei a ter mais tempo para a vida pessoal”, diz o profissional, que ocupa o tempo livre mexendo nos carros antigos que coleciona.
Outro caso de transição tranquila para a aposentadoria foi de Milton Pereira, de 71 anos, que trabalhou 20 anos no Itaú e outros 14 na Serasa Experian, onde se aposentou em 2012. “Me planejei; comuniquei o CEO sobre minha saída, publiquei um livro com o registro de todo trabalho de gestão de pessoas na Serasa e ajudei a selecionar e a treinar meu sucessor, que está lá até hoje”, diz. Hoje em dia, ele ainda faz palestras, frequenta eventos e publica artigos no LinkedIn e em seu blog, no qual escreve sobre desenvolvimento de liderança e sua carreira — além de ler e viajar para Salvador e Minas Gerais para visitar os parentes.
Cada empresa precisa encontrar o formato mais adequado para seus funcionários, mas é importante dar o primeiro passo. “O ideal é a organização apoiar o empregado a fazer uma aposentadoria ativa, ajudando-os a revisar sua relação com a carreira e a olhar todas as esferas da vida”, diz Marcia Vazquez, consultora sênior na Thomas Case & Associados. Uma maneira de incentivar isso é permitir que participem de outras atividades ao longo da carreira. Se há 30 anos a aposentadoria significava chinelos, pijama e um ponto final, agora ela pode ser o começo de uma vida promissora.

Preço da gasolina pode aumentar em R$ 0,41


Governo espera arrecadar R$ 10,4 bilhões neste ano com o aumento de imposto

Em nota divulgada nesta quinta-feira (20), os ministérios da Fazenda e do Planejamento informaram que o PIS/Cofins que incide sobre a gasolina vai dobrar, de R$ 0,38 por litro para R$ 0,79 por litro. Com isso, o litro do combustível poderá ficar até R$ 0,41 mais caro nas bombas.

As novas alíquotas serão publicadas na edição desta sexta (21) do Diário Oficial da União. Os aumentos passarão a vigorar a partir de então.
O PIS/Cofins pago pelo distribuidor de etanol, hoje zerado, vai a R$ 0,19.O litro do diesel poderá ficar R$ 0,21 mais caro, já que alíquota subirá de R$ 0,24 para R$ 0,46.
O governo informou que espera arrecadar R$ 10,4 bilhões neste ano com o aumento de imposto.
Além disso, o Ministério da Fazenda informou que vai bloquear mais R$ 5,9 bilhões em despesas do Orçamento.
O aumento de impostos e o bloqueio extra ocorrem em um momento em que o governo enfrenta dificuldades em obter receitas.
A recuperação da economia é lenta, o que afeta a arrecadação de impostos, e projetos importantes no Congresso, como o Refis e a reoneração da folha de pagamentos, estão emperrados no Congresso Nacional.
ATRASO NO CRONOGRAMA
A previsão inicial era que o governo anunciasse a elevação do PIS/Cofins nesta quinta (20), antes da viagem do presidente Michel Temer e do ministro Henrique Meirelles (Fazenda) à Argentina.
Mas o cronograma acabou sendo atrasado porque a equipe técnica teve que refazer cálculos, para incorporar alíquota superior ao que previam inicialmente.Os ministros Meirelles e Dyogo Oliveira (Planejamento) selaram o aumento em almoço com Temer nesta quinta no Palácio do Planalto.
Meirelles afirmou mais cedo nesta quinta que o aumento do tributo é necessário para elevar as receitas do governo, que vêm diminuindo em razão da recessão. "Houve queda da arrecadação, pelo resultado das empresas e também do setor financeiro, que refletiram os prejuízos acumulados nos últimos dois anos que estão sendo amortizados neste ano", disse. "Existem medidas de ajuste, fazendo com que o mais importante seja preservado".
A meta oficial é chegar ao fim do ano com deficit de R$ 139 bilhões. Com informações da Folhapress.

Idoso mata ex-mulher a tiros e comete suicídio em São Roque


Benedito Oliveira, de 61 anos, entrou na casa e disparou contra Ângela Maria Cardoso Silva, de 49 anos

Um idoso matou a ex-mulher a tiros e depois cometeu suicídio na tarde desta quinta-feira (20), no bairro Guaçú, em São Roque (SP). A Polícia Militar informou que os dois chegaram a ser socorridos até a Santa Casa da cidade, mas não resistiram aos ferimentos.

O G1 refere que Benedito Oliveira, de 61 anos, entrou na casa e disparou contra Ângela Maria Cardoso Silva, de 49 anos. O casal estava separado há pouco tempo.
O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Roque e será investigado.
As informações estão no site do G1

Travestis e transexuais poderão ter nome social no CPF


Receita Federal alterou instrução normativa sobre o documento; mudança será feito mediante requerimento do interessado

A Secretaria da Receita Federal modificou instrução normativa (IN) que trata do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) para introduzir três novas hipóteses de alteração de dados no documento diretamente pelo órgão.

Isso poderá ocorrer "quando houver interesse da administração tributária"; "em atendimento a determinação judicial"; ou "para inclusão ou exclusão de nome social de pessoa travesti ou transexual".

No caso do nome social, a mudança será feita mediante requerimento do interessado. A nova IN está publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Única alternativa é aumento de imposto, diz Rodrigo Maia


O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), indicou que não vai se opor a uma possível alta da carga tributária para o cumprimento da meta fiscal. "Consultei vários economistas e ninguém me deu outra solução. A única alternativa proposta é aumento de impostos", afirma.

Primeiro na linha sucessória em caso de afastamento do presidente Michel Temer, Maia afirma que vai construir com a equipe do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, um caminho para ajudar o governo a fechar as contas neste ano com rombo máximo de R$ 139 bilhões. Maia se comprometeu a pôr a reforma da Previdência na pauta do plenário da Câmara em agosto.
Segundo ele, se não começar a ser votada até o fim de agosto, a proposta de mudanças nas regras para a concessão de aposentadorias e pensões não será mais votada. Ele rebateu a proposta do senador Romero Jucá (PMDB-RR) de fatiar a reforma e deixar pontos polêmicos que seriam barrados pelo Congresso para "2018 ou para o futuro". Mas alertou que a medida provisória (MP) para alterar pontos polêmicos da reforma trabalhista será derrotada na Casa, principalmente no que diz respeito ao trabalho intermitente e alternativas ao imposto sindical. Ele também defendeu um ritmo maior de queda de juros para ajudar a economia.
"Os investidores estão preocupados com a política, e nós estamos preocupados com a economia", diz Maia, que recebeu o Estadão/Broadcast na residência oficial, sob a condição de que o encontro focasse apenas em temas econômicos. Quando começou a ser questionado sobre a situação política, encerrou a entrevista. A seguir, os principais trechos.
Alta de impostos
"Não sou favorável à alta de impostos. Mas consultei vários economistas e ninguém me deu outra solução. Se não aprovar o que tem de ser aprovado, não há outro caminho que não seja aumento de imposto. Tudo que o governo propôs os economistas que entendem de contas públicas propuseram. O governo foi até o limite, agora tem de ver se vai aprovar ou não."
Reoneração da folha
"A gente sabe da situação fiscal do Brasil. Agora, tem de ver quais são as soluções que o governo vai propor daqui para frente. A situação é muito difícil. A reoneração (volta da contribuição de 20% sobre a folha de pagamento para 50 setores, em vez de até 4,5% sobre o faturamento) beneficia alguns setores, mas tem deputado e senador que defende outros. Vou discutir isso com a equipe econômica até sexta. Não é fácil aprovar a reoneração quando o governo encaminha alguns setores que ficaram excluídos e a comissão escolhe outros. É preciso justificar claramente por que o setor A, por que não o setor B. O Brasil, historicamente, beneficia alguns poucos setores em detrimento da maioria, principalmente em detrimento de setores com empresas menores, médias e pequenas. No caso da desoneração, deve ser um pouco disso também. 

Alguns setores devem merecer; outros não. É difícil escolher, porque a situação de todo mundo ainda está ruim. Se você gera uma despesa a mais, automaticamente vai gerar desemprego. Aí é uma decisão do governo: ou um pouco de inflação com algum aumento de imposto, ou pouco mais de desemprego no momento em que o desemprego está diminuindo. Só existem dois caminhos: onerar e causar impacto no emprego ou manter a desoneração e aumentar imposto."
Reforma da Previdência
"Temos de ver até onde conseguimos ir com a reforma da Previdência. O ideal para o Brasil é que nós não precisássemos estar olhando no horizonte de curto prazo a necessidade de outra reforma. A partir do momento que você trabalha com o fatiamento antes de reabrir os trabalhos da Câmara, está dando um sinal de que vai ser menos do que precisa e do que poderia ter. Eu não defendo ficar discutindo qual o tamanho da reforma. Eu defendo que se retome a discussão e veja o que é possível. Não porque quero necessariamente uma emenda com coisas além da idade mínima. É porque para o Brasil o mais confortável é não ter de fazer uma nova reforma daqui a dois, três, quatro anos. Tem algum desconforto nas regras para o Benefício de Prestação Continuada (BPC - pago a pessoas com deficiência e idosos de baixa renda), na aposentadoria rural e nas regras dos servidores que entraram no serviço público antes de 2003. Tem de ver como ajusta isso. Já nas regras de transição, qualquer uma que colocar, vai agradar um e desagradar outros. Minha estratégia é, quando agosto chegar, voltar a negociar. Chamar o relator, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o secretário da Previdência, Marcelo Caetano, e ver quais são os nossos limites. Ver até por onde podemos andar sem prejudicar a reforma - negociando partido por partido e ver o que é possível. Tem de começar a votar em agosto. Se não começar a votar no plenário até o fim de agosto, não vota mais."
Reforma trabalhista
"Talvez o imposto sindical tenha ajudado a diminuir a polêmica da trabalhista, mais que a reforma previdenciária. Acho que o fim da obrigatoriedade do imposto sindical dava para ter sido feito escalonado. É que não quiserem perder nada nos dois primeiros anos. Se o Paulinho da Força Sindical tivesse aceitado escalonado desde o primeiro ano, poderia ter ganhado a votação. Sobre a MP (que pretende alterar pontos polêmicos da reforma trabalhista), não posso dar respaldo a algo que não conheço. Sou presidente da Câmara e banquei o texto com os deputados. Tem alguns pontos que não adianta mandar por MP que a gente vai derrotar. O trabalho intermitente (modelo em que um trabalhador pode ser contratado por hora ou para cumprir uma atividade específica), por exemplo, é um avanço enorme para o Brasil. Tem alguns pontos que não tem problema tirar do projeto, mas outros são fundamentais. A volta do imposto sindical eu acho que o presidente Michel Temer não vai mandar. Estou até ajudando ele com a Força Sindical para ver se existe algum texto que a Câmara aceite, porque não adianta o presidente mandar um tema que vai ser explosivo. Eu avisei que não adianta mandar um texto que a Câmara vai derrotar."
"O Banco Central tem uma tese de que precisa aprovar a reforma da Previdência antes para cortar mais a taxa básica de juros. Isso o presidente do Banco Central me disse. Só que se o Banco Central entendesse a possibilidade de reduzir a taxa de juros, com a inflação que deve continuar caindo, isso iria até movimentar a economia. No mínimo, as pessoas vão conseguir repactuar seus empréstimos, suas dívidas, em condições melhores. Isso ajuda muito. O BC está conservador porque acha que, sem a Previdência, corre o risco de acelerar e depois ser obrigado a reverter a tendência. Foi o que entendi do Ilan Goldfajn (presidente do BC) quando falei com ele. Eu não sou de ficar questionando o Banco Central. Nunca fui. Mas, se a inflação continuar com essa curva de queda e o BC tiver conforto, que isso é o mais importante, a redução dos juros ajuda muito". Com informações do Estadão Conteúdo.

Delegado de Itu condenado por estupro da neta segue em liberdade


Na semana passada, a Justiça determinou sua prisão imediata, mas Mendonça segue solto

O caso envolvendo a jovem, estuprada pelo avô aos 16 anos, segue indefinido. 

Após ter sido condenado em março a 18 anos e 8 meses de prisão pelo Tribunal de São Paulo, o delegado aposentado de Itu Moacir Rodrigues de Mendonça continua em liberdade. Na semana passada, a Justiça determinou sua prisão imediata, mas Mendonça segue solto.

O pedido está nas mãos agora do juiz Eduardo Luiz de Abreu Costa, do Fórum de Olímpia, o mesmo que gerou polêmica no ano passado ao absolver o avô da jovem mesmo reconhecendo que houve ato sexual e ainda sugerir que houve consentimento da vítima.
"Tenho medo de ele não ser preso, de acontecer alguma coisa. De ele fazer maldade com alguém ou de fugir nesse meio tempo", desabafou a jovem, hoje com 19 anos. "Desde que saiu o mandado de prisão, eu estou em outra cidade, na casa de uma amiga. É horrível sair meio fugida sendo que não sou eu a criminosa. Temer pela minha segurança, pela segurança da minha mãe e da minha irmã é horrível."
A defesa da jovem apelou e, em março, a sentença de Costa foi revertida.
"Não entendo essa demora. Vejo isso como uma possibilidade de fuga para o criminoso. Lamentável", afirmou a advogada da vítima, Andrea Cachuf.
O Estado entrou em contato com o Fórum de Olímpia, mas não conseguiu falar com o juiz Costa.
Na sentença do ano passado, o magistrado escreveu que "a não anuência à vontade do agente, para a configuração do crime de estupro, deve ser séria, efetiva, sincera e indicativa de que o sujeito passivo se opôs, inequivocadamente, ao ato sexual, não bastando a simples relutância, as negativas tímidas ou a resistência inerte".
"Não há prova segura e indene de que o acusado empregou força física suficientemente capaz de impedir a vítima de reagir. A violência material não foi asseverada, nem esclarecida. A violência moral, igualmente, não é clarividente, penso", escreveu o juiz.
Crime
O crime aconteceu em 2014, quando a menina foi atacada pelo avô, na época com 63 anos, em um quarto de hotel do Thermas dos Laranjais, em Olímpia. Desde maio do ano passado, Mendonça, que chegou a ficar preso, foi solto, aposentou-se como delegado e trabalha como advogado em Itu.

Descaso no Hospital Municipal de Barueri após paciente ser sedada e na mesa de cirurgia


Foi o que aconteceu com uma paciente Rosa Lopes,em seu relato na pagina de Monica Gonzalez (https://www.facebook.com/search/top/?q=monica%20correia%20gonzalez) . 

Pela postagem a paciente Rosa Lopes ,ela já vinha fazendo um tratamento médico,que inclusive semana antes já havia elogiado o trabalho dos profissionais daquele hospital ,no trecho de sua manifestação de indignação relata que esteve no HMB, dia 11/07 para passar em retorno e agendamento de cirurgia, e que segundo a Dra. LUCILA, falou que iria fazer no dia seguinte (12) .

Pois bem ,com agendamento e cirurgia confirmada ,a paciente foi internada as 22 horas do dia 11/07.No dia seguinte conforme previsto na lista de cirurgia foi ao centro cirurgico para realizar o procedimento.

Elaborado todos os exames ,tais como,sangue,eletrocardiograma etc... 

Tomou anestesia a Ráqui (A raquianestesia, também chamada anestesia raquidiana, anestesia intratecal ou anestesia subaracnoide, é o nome dado para a anestesia decorrente da aplicação de um anestésico local no interior do espaço subaracnoideo, diretamente no líquor, levando ao bloqueio nervoso reversível das raízes anteriores e posteriores, dos gânglios das raízes posteriores e de parte da medula espinhal, resultando em perda da atividade autonômica, sensitiva e motora na parte inferior do corpo. A pessoa que recebe a raquianestesia perde a sensibilidade do umbigo para baixo, podendo ser submetida a procedimentos cirúrgicos ou outros, sem sentir dores.

A primeira raquianestesia foi realizada por Bier, em 1898.) por volta das 8 horas da manha,após sedada não viu mais nada,lembra que por volta das 13 horas já na sala de Pós Cirúrgico mais calma,por ter realizada a cirúrgica veio a decepção.

Não foi realizado a cirurgia,indignada pediu para chamar a médica Cirurgiã,que após várias alegações,não havia material,ou seja ,a paciente foi internada,feito todos exames ,sedada, e teve a frustração de não conseguir realizar sua cirurgia. 

Depois de tamanha decepção,tentou por inúmeras vezes conversar e pedir ajuda para a diretora do hospital,infelizmente até o fechamento da matéria ninguém do hospital procurou para saber o que realmente houve.

Não consegui marcar retorno, porque não tinha agenda, e estou no aguardo!! Estive ontem(19) no HMB, para realizar um simples exame de (urocultura), onde mais uma vez me decepcionei com o descaso das atendentes (totalmente despreparadas) Uma delas que me parece a "chefe" Ana; uma total falta de respeito, idosos, deficientes, aguardando há muito mais tempo que eu, quando iriam reclamar seus direitos, respondia sem nem aos menos olhar para o paciente, " tem que aguardar". Isto tudo para confeccionar uma ficha!!! quando as pessoas questionavam sem nenhuma explicação, e perguntavam onde falo com o responsável?? Da mesma forma sem nem ao menos levantar a cabeça: "SIGA A ESQUERDA DEPOIS DO ELEVADOR" 

O pior que os profissionais que realizam os exames, não tinham fichas!!! E a população esperando!! Inclusive tinha um senhor diabético, hipertenso,que foi falar com a mesma, relatando que estava marcado o exame para as 8 horas e já eram 10:30, foi com toda humildade (medo) se dirigir a mesma ( Ana),alegando que iria perder e que ele não podia ficar muito tempo sem se alimentar em virtude do problema dele, " sem levantar a cabeça:respondeu: colher exames vai até as 13 horas.(trecho de seu relato).

Vale lembrar que o hospital passou a ser administrado oficialmente no dia 19/07 pela SPDM-Associação Paulista para ao Desenvolvimento da Medicina , Para que isso fosse possível, a nova administradora e a prefeitura tiveram que se comprometer em assumir na justiça o passivo trabalhista acumulado na gestão anterior, Instituto Hygia.

Tentamos contato com departamento de comunicação do hospital pelo telefone 2575-3200 por inúmeras vezes,todas sem sucesso.



Tinga atinge a marca de 300 jogos como profissional, enaltece crescimento do Joinville e projeta confronto direto diante do Volta Redonda


A vitória do Joinville por 2×1 contra o Ypiranga no último domingo, no estádio da Arena, foi especial para o volante Tinga. Não apenas pelo resultado, que deixou o JEC a um ponto do G-4 do grupo 2 da Série C, mas também pelo fato de o atleta chegar a marca de 300 jogos como profissional.

Revelado nas categorias de base da Ponte Preta e com passagens por clubes importantes do Brasil e do exterior, Tinga valoriza o número de partidas jogadas aos 26 anos. “É um sonho realizado. Estou muito feliz de concretizar essa marca e creio que irei muito longe ainda. Só tenho que agradecer a todos que me fizeram chegar até esse momento e confio que muitas coisas boas ainda estão por vir na minha carreira”, projetou um dos ídolos da torcida do Joinville.

O JEC vem numa série de três partidas invicta. Sob o comando do técnico Pingo, o tricolor cresceu de produção e demonstra a cada jogo que irá brigar pelo acesso à Série B. “Já havia trabalhado com o Pingo e não tinha dúvida que ele iria nos ajudar muito. A cada dia aprendemos mais com ele e estamos felizes por esse bom momento. Mas, não podemos vacilar. Precisamos nos manter entre os primeiros colocados para atingir os nossos objetivos. O elenco do JEC tem qualidade e vai crescer muito ainda”, garantiu Tinga.

Na próxima rodada da Série C, o Joinville pode entrar no G-4. Isso porque, o tricolor tem um confronto direto no sábado, às 16h, fora de casa, contra o Volta Redonda, atual quarto colocado. Com um ponto a menos que os cariocas, os comandados de Pingo entram na zona de classificação se voltarem do Rio de Janeiro com os três pontos.

“O Volta Redonda tem um time bem ajustado, sabemos da dificuldade que encontraremos nessa partida. Porém, temos totais condições de fazer um grande jogo no Rio de Janeiro e trazermos para Santa Catarina a vitória e um lugar no G-4. Vamos trabalhar firme no restante da semana para concretizarmos esse objetivo”, finalizou Tinga.

Jogos de Tinga por equipes:

Ponte Preta – 75 jogos

Palmeiras – 80 jogos

Ceará – 5 jogos

Figueirense – 30 jogos

Avaí – 55 jogos

Jubilo Iwata (Japão) – 15 jogos

Suphanburi (Tailândia) – 15 jogos

Joinville – 25 jogos

Total – 300 jogos
Por A.V

Em noite de 8ºC, moradores de rua são acordados com jato d'água


Os moradores do Centro de São Paulo foram surpreendidos com jatos de água gelada na manhã desta quarta-feira (19), quando a temperatura chegou aos 8ºC na capital paulista.


A reportagem da rádio CBN flagrou a ação por volta das 7h. A empresa privada responsável pelo serviço seria contratada prefeitura de São Paulo, atualmente sob gestão de João Doria (PSDB).

Os jatos disparados não foram mirados nas pessoas, mas sim do seu lado. De qualquer forma, a reportagem mostra que muitos deles estavam dormindo e acordaram com os espirros d'água.
“A limpeza chega já jogando a água, recolhendo tudo, quem estiver dormindo na calçada aí… Não dá nem tempo de levantar. Molha tudo, tem muita coberta molhada, perde de tudo”, contou um morador à CBN.
Entrevistados contaram que as empresas de limpeza chegam no meio da madrugada sem aviso, muitas vezes por volta das 4h30. 
A reportagem entrou em contato com o prefeito regional da Sé, Eduardo Odloak. Ele informou que vai apurar os fatos e explicou que a orientação dada aos funcionários é para que abordem sempre os moradores de rua antes de começar a limpeza.